terça-feira, 31 de maio de 2011

Brigadeiro Sabor Vida


Gif da Fotógrafa Jamie Beck



Uma vontade enorme de adoçar a boca me levou a pensar na possibilidade de um brigadeiro... Aquele resto de ovo de Páscoa que não acabava nunca foi o estopim para a decisão.

Mas... como fazer um brigadeiro? Até hoje comi os prontos ou aqueles de latinha que é só mandar para dentro, dependendo da vontade nem dá tempo de enrolar. Ia procurar no Google quando lembrei que a resposta viria mais rápida no Facebook. Bingo! Chegaram várias e mãos à obra!

Derreti o chocolate ovo, coloquei uma lata de leite condensado, a mesma medida de leite, duas colheres de sopa de margarina e restou mexer até cansar. O quê? É isso mesmo, mexer, mexer e mexer. Afffff!

Mexi demais e nada acontecia, então pensei que o resto do tal ovo pudesse estar em pouca quantidade e acrescentei duas colheres (sopa) de chocolate em pó e continuei mexendo e mexendo... Coisa chata esse tal de mexer, viu?! Ui... 

Enquanto mexia sem parar e já enjoada desse movimento sem fim me lembrei que ali era igual a receita da vida. Algumas de nossas conquistas são exatamente assim.

Colocamos os ingredientes necessários e precisamos mexer até que o ponto certo chegue. Quando jogamos um planejamento no ar não podemos cruzar os braços esperando que tudo se resolva sozinho, é preciso mexer até cansar e algumas vezes o cansaço não pode é chegar nunca.

Sou ansiosa, já fui muito mais, o avanço da idade tem que servir para alguma coisa e no meu caso vem para me deixar mais centrada e paciente. Será? Paciente? Pois é, acho que ela não me visitou enquanto eu mexia o suposto brigadeiro.

Já com vontade de desistir e o braço doendo foi quando percebi que o "grude" já soltava do fundo da panela. Oba! Esse era o momento tão esperado!

Se a paciência conseguiu chegar durante todo esse processo, faltou aqui quando achei que já estava pronto e tirei do fogo. Joguei num prato fundo e vi que o que restava do empurrado ovo era em menos quantidade do que aquele projeto de brigadeiro à minha frente.

Deixei esfriar. Às vezes deixamos algo ou alguém esfriar em nossa vida, né?! E quando vamos provar a gente se decepciona... Nesse caso tinha que esfriar mesmo ou eu queimaria a língua, mas a decepção eu não contava com ela. Na hora de provar estava mais para uma pasta de chocolate do que para brigadeiro. Desisti. Guardei.

No dia seguinte, depois do almoço, fui provar sem nenhuma pretensão e eis que chega a deliciosa surpresa. Ficou maravilhoso! Ponto certo surgiu e sabor igual a qualquer brigadeiro bem feito. Fui obrigada a filosofar novamente...

A vida é assim mesmo: fazemos a nossa parte, os ingredientes são colocados na panela da vida, mexemos o quanto for necessário, mas a paciência é primordial por que tudo tem o seu tempo certo. Até o brigadeiro!


- Sheila Mendonça -





ATENÇÃO: O Plágio é crime e está previsto na Lei nº9610 sobre direitos autorais!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

MAIS UMA VEZ


imagem daqui


Joseane estava na janela observando o tempo quando sua secretária bateu em sua porta dizendo que flores haviam chegado com um cartão para ela. Há alguns dias estava em um barzinho com as amigas quando viu um homem a devorando com o olhar. Não gostava daquele tipo de olhar vindo de um desconhecido, mas o curioso é que algo lhe prendia a ele.

Disfarçava, olhava, desviava, ia e vinha com os olhos e ele lá inerte e num silêncio sepulcral no meio dos amigos. Para ela aquele silêncio gritava o seu nome. Tentava disfarçar a atração que sentia. Brincava, sorria, gargalhava com as amigas. Resolveu ir ao banheiro e quando saiu ele estava lá, a sua espera. Olharam-se, beijaram-se com entusiasmo, tesão e paixão. O beijo foi inexplicável. O cheiro que vinha dele era inebriante. Depois de se acalmarem, afastaram-se, ela sorriu, ele foi embora. Estática não conseguiu entender o que aconteceu, mas queria ele de novo.

Sentiu raiva de como foi tratada, mas ao mesmo tempo se sentiu viva, fazia tanto tempo. Relaxou, limpou o batom da boca e voltou para a sua mesa. No dia seguinte mandou flores para si e um cartão em branco... Que ao ler, sorriu. Os dias seguiram, mas ela só pensava nele. Voltou àquele bar e descobriu que ele era jogador, traçou então um plano de sedução e o teria novamente.

Hoje era mais um dia que seguiria aquele homem e que se faria perceber. Sabia que tinha chances. Era quarta-feira dia do time dele jogar. Para ela dia de mais uma pauta a cumprir. Estádio lotado, hora de a imprensa entrar no vestiário e colocarem-se na posição correta para as entrevistas. Ele com o olhar já comprido procurava aquela repórter sensual. Ela tentava ser profissional. Pauta cumprida, mas antes de ir embora colocou no armário do seu jogador um bilhetinho:

- Te espero depois que acabar.

Escondida viu os jogadores indo depois do jogo para o vestiário. Distraídos, brincavam, xingavam, gritavam e não percebiam que eram espionados. Os minutos passaram e ali estava ele de mochila nas costas, bilhetinho na mão e procurando... Sedutora, aproximou-se e disse:

- Vamos!

Numa mistura de desejo, desconfiança, mistério e surpresa seguiram calados. Com o estádio já completamente vazio, puxou ali mesmo pela mochila dele, tirou e colocou no chão enquanto o encostava à parede. Sem reação nenhuma ele deixou ser seduzido e possuído. O inesperado fez preliminares não existirem e sem tempo de qualquer atitude ele deixou o prazer chegar.

Ainda sem entender a surra que havia levado viu que ela tirou de sua bolsa algemas, spray e fita isolante. Aproveitou que ele estava prostrado diante de tudo que ela fez com ele, pegou as mãos dele e algemou. Passou fita isolante em sua boca, pegou a mochila dele e vestiu as roupas que ele tinha acabado de usar no jogo. Com o spray pichou:

- Eu decido quando acaba.

Foi embora. O jogador nunca entendeu o que aconteceu e quem era aquela mulher. Ela mudou de cidade e apaixonou-se por um escritor.

- Sheila Mendonça -



ATENÇÃO: O Plágio é crime e está previsto na Lei nº9610 sobre direitos autorais!





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Então votem aqui!



Obrigada a todos que votaram até agora!


#FELIZ

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Dançarinos na Prisão

Oie pessoal!

Vejam que coisa interessante! Assim existe chance de recuperação! Tentei colar o vídeo aqui, mas a incorporação foi desativada, então, por favor, cliquem no link abaixo, mas antes leiam a história de tudo.


"Estes são os dançarinos prisioneiros do Centro de Detenção e Reabilitação da Província de Cebu. Têm imensas coreografias, que fazem sucesso, muitas no youtube e que foram uma idéia de Byron Garcia, um consultor de segurança do governo da província de Cebu. Ele afirma que a nova rotina de exercícios melhorou "drasticamente" o comportamento dos presos e dois ex-detidos transformaram-se em dançarinos desde então.

"Usando a música, pode-se envolver o corpo e a mente. Os prisioneiros têm que contar, memorizar passos e seguir a música", disse Garcia à BBC.

"Os prisioneiros dizem-me: "precisa colocar a sua mente longe da vingança, da loucura ou de planos para escapar da prisão ou juntar-se a uma gangue, acrescentou Garcia.

A dança é obrigatória para todos os 1,6 mil detidos na prisão de Cebu,exceto para os idosos e doentes.


Clique no link abaixo para ver o video"

http://www.youtube.com/watch_popup?v=mKtdTJP_GUI

(Se não entrar diretamente, copie o link e cole-o no seu navegador)


Um verdadeiro show!


domingo, 15 de maio de 2011

Pão com manteiga


imagem daqui


O cheiro de café pela manhã provocava uma sensação maravilhosa em seu humor. Parecia que o cheiro entrava em sua alma. A fazia viajar por mares nunca antes navegados, mas desejados. Imediatamente visualizava um pão quente a sua frente que ao passar a manteiga o seu corpo derretia junto. Surgia um desejo que se transformava em gula matinal.

Sentada à mesa enquanto lia o jornal quase não conseguia orquestrar: atenção, pensamento e desejos. Pois era naquela hora que saia um pão quentinho na padaria em frente. O cheiro invadia a sua sala casando com o café que acabava de fazer. Com a sua camisola longa, branca e de cetim levantava da mesa com delicadeza e fazia desse movimento um encontro ao objeto de desejo dessa manhã.

Aguardando o pão chegar, preparou a mesa do café como cenário para saciar a vontade de devorá-lo. Cada peça de louça que ia para a mesa, ela se despia. Com a mesa posta e ela nua, a campainha tocou.

Fez esperar um pouco. E o homem que conheceu ontem à noite entrou sem entender aquele fetiche, mas ela percebeu que ele também estava excitado com a novidade. Ela pegou o pacote de pão colocou em cima da pia, deu um beijo no rapaz, passou a mão naquele corpo másculo e o enlaçou com as suas pernas ficando suspensa no ar.

Depois de instigá-lo com movimentos de quadril e sua língua pegou o pacote com os pães, o café e foi para a mesa. Nua, excitada e faminta passou a manteiga no pão e colocou o café em sua xícara. Devorou. Passando os pés nas pernas do rapaz que estava à sua frente gozou com o pão e o cheiro do café.

Todas as manhãs sonhava com isso, pois o cheiro de café provocava uma sensação maravilhosa em seu humor. É verdade que percebeu que o rapaz estranhou tudo, mas amanhã ela faria tudo de novo...


SHEILA MENDONÇA.




ATENÇÃO: O Plágio é crime e está previsto na Lei nº9610 sobre direitos autorais!


quinta-feira, 12 de maio de 2011

BANHO DE MAR




imagem daqui


Ligou para ele e convidou para tomarem banho juntos, mas esta noite seria um banho diferente, um banho de mar... Gozar na penumbra da Lua faria seus sentidos saltarem por todos os poros, mãos, boca, língua, órgão, cheiro de sexo com maresia.

Encontraram-se a noitinha, na casa dela, e o desejo era tão grande que ele já queria a possuir ali mesmo, na porta de entrada da casa, mas ela queria no mar... Hoje eles seriam coadjuvantes do que o mar lhes proporcionaria.

Delicadamente o afastou com as mãos. Pegou a bolsa, a chave do carro e disse: - Vamos no meu carro!

Entraram e ao sentar o vestidinho subiu na altura do meio das coxas, e o deixou embasbacado igual como da primeira vez. Aquelas pernas de fora provocavam ânsia de pular para o banco da motorista, abrir as calças e enfiar-lhe sem preliminares. Mas ela queria cenário e clima romântico.

Ela dirigia com a cabeça e corpo nele, no pau, na boca, na mão, no olhar, no toque, até passar a marcha naquele momento era fálico. E aquele calor de verão só fazia o desejo de mergulhar com ele no mar aumentar o tesão quase aos gritos. Seguia com o seu fetiche rumo a uma praia deserta.

Desceram do carro, ele pegou na mão dela, a fez sentir uma emoção diferente e partiram para a areia enquanto o mar escuro os chamava. Sentaram, ela tirou o vestido, ele tirou a camiseta, a bermuda e percebeu que nela só existia um mísero vestido escondendo aquele corpo que amava. Se soubesse disso estaria a caminho de comê-la pela terceira vez na mesma noite.

A sede um pelo outro era tanta que não dava para enganar com preliminares que só retardariam a excitação. Seguiram pelados ao mar, mas antes de entrarem ela parou, puxou o seu homem, o beijou tesudamente e quase o fez gozar ali mesmo. Parou, e seguiu sozinha...

Dentro do mar o chamou e agora as línguas traduziam aquele tesão que sentiam sempre, toques levaram a penetração úmida no órgão de cada um. O sussurro mostrava que o gozo chegava e o grito fez da Lua a única testemunha.


Texto de:

Sheila Mendonça



ATENÇÃO: O Plágio é crime e está previsto na Lei nº9610 sobre direitos autorais!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

TORRADAS QUEIMADAS...

imagem google


Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar.

E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.

Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai.

Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato.

Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.

Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.

Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.

E eu nunca esquecerei o que ele disse: " - Adorei a torrada queimada..."

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.

Ele me envolveu em seus braços e me disse:

" - Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!

O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir um as falhas do outro.


Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.

A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes.

Não que mais tarde, o dia que um partir, este Mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos. Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, a você e ao próximo."

"As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir."

- autoria desconhecida -